Filmes e séries para você que é fã de tecnologia como eu

Olá 2016, tudo bom?

Voltamos a escrever nesse blog hiatico, inventei essa palavra agora, para compartilhar mais coisas bacanas.

Você gosta de Tecnologia? Informática? Ativismo? Então esse post é justamente para você que gosta de assistir filmes e séries que tratam deste assunto. Sim, irei indicar uma série de filmes/documentário/séries para quem gosta do assunto mas também é útil para pessoas que desejam saber e conhecer mais sobre esse maravilhoso mundo da rede mundial de computadores.

Os filmes e séries indicados podem ser encontrado em plataformas de streaming ou você pode baixá-los e assisti-los. Pode conter algo que você já viu ou faltar algo. No caso de faltar fique à vontade em escrever para incluir na lista e além de mim outras pessoas poderem assistir.

E não, não vai ter Piratas do Vale do Silício aqui e muito menos uma ordem cronológica de ano.

Essa lista pode ser atualizando com frequência ou não. Caso tenha uma indicação é só deixar nos comentários que irei acrescentar. Isso foi o que lembrei no momento, vejam e indiquem aos seus amigos.

Não significa que existe legenda pt-br para todas essas indicações, mas vale a pena assistir elas ou pelo menos tentar.

Espero que tenham gostado desta lista, até a próxima.

 

Feliz #AaronSwartzDay

Essa é uma singela homenagem ao Menino da Internet Aaron Swartz.

Nós, assim como ele, acreditamos que o conhecimento deve (e tem que) ser livre, que todos possam ter acesso a ele, sem a necessidade de pagar. Se queremos um mundo mais igualitário o conhecimento não deve ser restrito a uma pessoa ou um grupo de pessoas que possam pagar por ele.

Foi por acreditar nisso que Aaron Swartz foi perseguido, julgado e condenado, e usado como exemplo, por disponibilizar informações de uma empresa que desistiu de dar continuidade ao processo judicial contra ele, mas o Governo Americano não. Devido a pressão que vinha sofrendo e prevendo que seria preso e multado por um valor absurdo Aaron suicidou-se no dia 11 de Janeiro de 2013.

O Manifesto da Guerrilha pelo Acesso Aberto é um chamado, um alerta para que as pessoas que tem acesso a informação possam disponibilizar para aqueles que não tem. Que os muros sejam derrubados, que todos possam ter acesso a informação e fazer uso dela. O manifesto assustou e muito os congressistas americanos, pois consideraram o Aaron uma ameaça ao mercado, extremamente lucrativo, de assinaturas de revistas científicas e periódicos científicos pelo simples fato de pensar e ter iniciativas para que as pessoas tivessem acesso a pesquisas e artigos de forma gratuita. Isso demonstra uma total falta de conhecimento daqueles que estavam lhe julgando, abraço CPI de Ciber Crimes.

Assista The Internet’s Own Boy: The Story of Aaron Swartz e conheça a trajetória de contribuições do Aaron Swartz.

Feliz #AaronSwartzDay! O conhecimento deve ser livre, a Internet deve ser livre.

Segue abaixo o Manifesto da Guerrilha pelo Acesso Aberto.

Informação é poder. Mas, como todo o poder, há aqueles que querem mantê-lo para si mesmos. O patrimônio científico e cultural do mundo, publicado ao longo dos séculos em livros e revistas, é cada vez mais digitalizado e trancado por um punhado de corporações privadas. Quer ler as revistas científicas apresentando os resultados mais famosos das ciências? Você vai precisar enviar enormes quantias para editoras como a Reed Elsevier.

Há aqueles que lutam para mudar esta situação. O Movimento pelo Acesso Aberto tem lutado bravamente para garantir que os cientistas não assinem seus direitos autorais por aí, mas, em vez disso, assegura que o seu trabalho seja publicado na Internet, sob termos que permitem o acesso a qualquer um. Mas mesmo nos melhores cenários, o trabalho deles só será aplicado a coisas publicadas no futuro. Tudo até agora terá sido perdido.

Esse é um preço muito alto a pagar. Obrigar pesquisadores a pagar para ler o trabalho dos seus colegas? Digitalizar bibliotecas inteiras mas apenas permitindo que o pessoal da Google possa lê-las? Fornecer artigos científicos para aqueles em universidades de elite do primeiro mundo, mas não para as crianças no sul global? Isso é escandaloso e inaceitável.

“Eu concordo”, muitos dizem, “mas o que podemos fazer? As empresas que detêm os direitos autorais fazem uma enorme quantidade de dinheiro com a cobrança pelo acesso, e é perfeitamente legal – não há nada que possamos fazer para detê-los.” Mas há algo que podemos, algo que já está sendo feito: podemos contra-atacar.

Aqueles com acesso a esses recursos – estudantes, bibliotecários, cientistas – a vocês foi dado um privilégio. Vocês começam a se alimentar nesse banquete de conhecimento, enquanto o resto do mundo está bloqueado. Mas vocês não precisam – na verdade, moralmente, não podem – manter este privilégio para vocês mesmos. Vocês têm um dever de compartilhar isso com o mundo. E vocês têm que negociar senhas com colegas, preencher pedidos de download para amigos.

Enquanto isso, aqueles que foram bloqueados não estão em pé de braços cruzados. Vocês vêm se esgueirando através de buracos e pulando cercas, libertando as informações trancadas pelos editores e as compartilhando com seus amigos.

Mas toda essa ação se passa no escuro, num escondido subsolo. É chamada de roubo ou pirataria, como se compartilhar uma riqueza de conhecimentos fosse o equivalente moral a saquear um navio e assassinar sua tripulação. Mas compartilhar não é imoral – é um imperativo moral. Apenas aqueles cegos pela ganância iriam negar a deixar um amigo fazer uma cópia.

Grandes corporações, é claro, estão cegas pela ganância. As leis sob as quais elas operam exigem isso – seus acionistas iriam se revoltar por qualquer coisinha. E os políticos que eles têm comprado por trás aprovam leis dando-lhes o poder exclusivo de decidir quem pode fazer cópias.

Não há justiça em seguir leis injustas. É hora de vir para a luz e, na grande tradição da desobediência civil, declarar nossa oposição a este roubo privado da cultura pública.

Precisamos levar informação, onde quer que ela esteja armazenada, fazer nossas cópias e compartilhá-la com o mundo. Precisamos levar material que está protegido por direitos autorais e adicioná-lo ao arquivo. Precisamos comprar bancos de dados secretos e colocá-los na Web. Precisamos baixar revistas científicas e subí-las para redes de compartilhamento de arquivos. Precisamos lutar pela Guerrilha pelo Acesso Aberto.

Se somarmos muitos de nós, não vamos apenas enviar uma forte mensagem de oposição à privatização do conhecimento – vamos transformar essa privatização em algo do passado. Você vai se juntar a nós?

Aaron Swartz

July 2008, Eremo, Italy

Sorria você está sendo vigiado, é para sua própria “segurança”

Por EDGARD LEUENROTH e corvolino

Depois de Junho de 2013, o nosso 11 de Setembro, o Governo Brasileiro começou a intensificar uma série de medidas para inibir e criminalizar qualquer tipo de manifestação que fosse contrário aos seus interesses e de seus representantes.

Após aprovação do Marco Civil, onde muitos ativistas até hoje se consideram seguros, uma série de PLs, malucas, foram criadas para aumentar a vigilância, o registro e criminalização de qualquer atitude por partes dos Brasileiros, seja ela dentro ou fora da Internet.

Como os nossos Deputados tem total now-how quando o assunto é Internet, chegando a utilizar exemplos de séries Americanas e casos hipotéticos que nunca aconteceram, a PL 13171 ou Lei NSA Dieckmann Civil vem melhorar ainda mais o Marco Civil, a melhor lei do mundo, e fazer com que qualquer tipo de crime seja evitado na Internet.

A sugestão da PL 13171 visa uma segurança melhor e mais eficaz por parte do Estado, pois teremos agentes especializados e totalmente disponíveis fazendo o que de melhor sabem, vigiar e punir pessoas antes mesmo que elas cometam algum crime.

Visando facilitar e melhorar ainda mais o trabalho já feito dos nobres deputados Helio Rocha e Juscelino Filho, relatores da PL 215/2015, sugerimos a Lei NSA Dieckmann Civil que tem como principal função prever e punir os usuários antes que cometam qualquer tipo de crime na Internet evitando a necessidade de mandato judicial e até julgamento em alguns casos.

Desta forma esperamos contribuir para esse Estado que está cada vez mais vigilante, opressor e que criminaliza qualquer ação contrária ao Governo e seus interesses, coibindo e amedrontando o cidadão brasileiro e criminalizando sua liberdade de expressão.

Segue abaixo a PL 13171:

PROJETO DE LEI Nº 13171, DE 2015

(Do Sr EDGARD LEUENROTH)

Acrescenta o § 6º e § 7º ao art. 15 da Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014, para estabelecer a obrigatoriedade de supervisão direta da força policial em locais públicos e privados que possuam qualquer dispositivo eletrônico que se conecte à rede mundial de computadores, permitindo total monitoramento a usuários na provisão de aplicações que permitam a postagem de informações por terceiros na internet.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Esta Lei acrescenta o § 6º ao art. 15 da Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014, que estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para uso da Internet no Brasil, para estabelecer a obrigatoriedade de guarda de dados adicionais de usuários na provisão de aplicações que permitam a postagem de informações por terceiros na internet.

Art. 2º O art. 15 da Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014, que estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para uso da Internet no Brasil, passa a vigorar acrescido do seguinte § 6º:

“Art. 15.…………………………………………………………………………………………………………………….

  • 6º O provedor de aplicações de internet previsto no caput, sempre que permitir a postagem de informações públicas por terceiros, na forma de comentários em blogs, postagens em fóruns, atualizações de status em redes sociais ou qualquer outra forma de inserção de informações na internet, deverá manter, adicionalmente, através das secretarias de segurança pública do estado desses usuários, no mínimo, 1 (um) agente policial militar juntamente a esses usuários para prevenção de crimes que possam cometer ao utilizar a Internet.” (NR)
  • 7º Agravamento da pena caso a tentativa ou o crime seja cometido contra figura pública e/ou funcionário público da esfera Municipal, Estadual e Federal podendo o Policial Militar sentenciar e conduzir o indivíduo a um órgão competente.

Art. 3º Esta lei entra em vigor noventa dias após a data da sua publicação.

JUSTIFICAÇÃO

O inciso IV do art. 5º da Constituição Federal insculpe, entre os direitos e garantias fundamentais, o da livre manifestação do pensamento. Há, contudo, uma ressalva muito importante no texto do inciso, que visa permitir a responsabilização daqueles que porventura se excedam no exercício desta liberdade: a neutralização, de maneira enfática e em tempo hábil, de uma eventual transgressão a esta lei ou à constituição. Esta neutralização é fundamental para que se possa punir imediatamente, ou coibir a ação daqueles que, por exemplo, se utilizem da liberdade de expressão para incitar o ódio, para caluniar pessoas ou para fazer apologia ao crime.

Na legislação de internet recentemente implantada no Brasil, por meio do Marco Civil da Internet, este princípio da responsabilização daqueles que divulgam mensagens na rede mundial de computadores está presente. No art. 2º da Lei, que trata, entre outros, do respeito à liberdade de expressão, há um inciso que prevê a “responsabilização dos agentes de acordo com suas atividades”. Trata-se de uma previsão essencial para a garantia da liberdade de expressão, coadunando garantias e responsabilidades.

Mas, no caso da internet, a responsabilização daqueles que porventura pratiquem crimes é bastante complicada. Ainda que o Marco Civil tenha avançado neste aspecto, ao estabelecer a obrigatoriedade de guarda de registros por provedores de acesso e de aplicações, o fato é que as informações tecnicamente coletáveis são, muitas vezes, insuficientes.

Exatamente por isso, é necessário estabelecer mecanismos adicionais, que efetivamente impeçam todo e qualquer crime, permitindo a neutralização imediata daqueles que postem informações na rede. Devido à natureza participativa da internet, é necessário ampliar as possibilidades técnicas de monitoramento dos seus usuários – especialmente daqueles que se utilizam de aplicações para inserir mensagens acessíveis ao público.

É por isso que apresentamos o presente projeto de lei, cujo texto prevê que o provedor de aplicações de internet, sempre que permitir a postagem de informações por terceiros – por exemplo, comentários em blogs, atualizações de status em redes sociais ou postagens em fóruns -, deverá acionar as secretarias estaduais de segurança pública e exigir agente de segurança para monitoramento desses usuários. Essa simples exigência irá, por certo, coibir totalmente as atitudes daqueles que, covardemente, se escondem atrás do anonimato para disseminarem mensagens criminosas na rede.

Além disso, indivíduos que insistirem nesse tipo de conduta serão imediatamente barrados e encaminhados para autoridade competente antes mesmo de transgredirem e serão rigorosamente processados.

Este texto propositalmente incluiu o parágrafo 6º ao invés do 5º porque temos certeza de que o projeto de lei nº 215 de 2015 do nobre colega sua excelência Hildo Rocha, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro do Maranhão será aprovado.

Portanto, com a certeza da conveniência e oportunidade do presente projeto de lei, conclamamos o apoio dos nobres parlamentares na sua aprovação.

Ahoy.

Sala das Sessões, em 28 de Outubro de 2015.

EDGARD LEUENROTH

Essa PL não passa de uma IRONIA/DEBOCHE ao que vem acontecendo no Congresso Brasileiro. Isso não é desejo do autor ou do Partido Pirata. Caso não entenda desta forma, leia novamente.

dialoga.gov.br deveria se chamar monitora.gov.br

E de repente o Governo resolveu escutar a sociedade e lança (de novo) uma plataforma para saber o que todos estão pensando com a premissa de construir uma sociedade juntos. Calma ai, isso não seria a tal da Democracia?

Você é daquelas pessoas que não lê o Termo de Uso dos serviços que utiliza certo? Eu sugiro fortemente que comece a prestar mais atenção nessas coisas, pois isso é um contrato entre você e a empresa/serviço, no caso em questão o Governo Brasileiro.

A plataforma Dialoga Brasil foi criado com a justificativa da sociedade sugerir proposta de acordo com os temas para o Governo. Genial não é? Você tem uma ideia de melhoria, sugere e as pessoas votam e assim transformamos a sociedade certo? Não, não mesmo. Os Termos de Uso do Dialoga Brasil deixa claro que sua intenção é registrar, monitorar e guardar informações dos usuários que utilizam a plataforma.

O item 2, Cadastro e Segurança, sugere que o usuário utilize seus dados pessoais de forma precisa e insira informações verdadeiras para ter seu cadastro aprovado. Em um Governo que aprova leis como Marco Civil e suas PLs bizarras para monitorar e restringir a liberdade dos usuários na Internet ter um site Governamental onde possua todas suas informações concentradas é um risco a liberdade e integridade dos usuários.

O item 2.3 diz: “Para seu cadastro, o USUÁRIO poderá usar seu nome civil, completo ou abreviado até por suas iniciais, pseudônimo ou qualquer outro sinal convencional, desde que já não tenha sido utilizado por outro USUÁRIO já cadastrado. Não são permitidos conteúdos de autor não identificado. Embora não seja tecnicamente possível garantir que os pseudônimos fornecidos sejam sempre identificáveis, a administração da PLATAFORMA solicita seu correto preenchimento em todas as ocasiões. A plataforma induz ao usuário a utilização do seu nome civil e deixa explicito que não existe a possibilidade de contribuição anónima podendo o usuário sofrer algum tipo de perseguição por conta de suas contribuições.

O item 3 dos Termos de Uso, Conteúdo das Propostas e Política de Moderação, deixa claro que ao utilizar a plataforma não existe presunção de anonimato e toda e qualquer sugestão antes de ser colocada em votação é moderada pela Secretaria-Geral da Presidência da República dando margem a uma filtragem do que deve ser votado pelos usuários ou não.

O item 7, Práticas de Uso e Armazenamento, da total poder a equipe de manutenção de armazenar e modificar o tempo de armazenamento sem a necessidade de notificar o usuário. Os itens 7.1 e 7.2 deixa claro o total poder que a equipe de manutenção(?) tem sobre o armazenamento de dados:

7.1. Cabe à equipe de manutenção da PLATAFORMA estabelecer, a seu exclusivo critério, o período pelo qual as propostas e outros conteúdos disponibilizados por USUÁRIOS ficarão publicados na PLATAFORMA e o período pelo qual serão armazenados.

7.2. O USUÁRIO reconhece, ainda, que a PLATAFORMA poderá modificar estas práticas gerais e limites a qualquer tempo, a seu exclusivo critério, com ou sem notificação prévia.

Quem são a Equipe de Manutenção? Também gostaria de saber.

E por fim o item 12.1 informa que a plataforma pode sofrer alterações em seu Termos de Uso a qualquer momento e irá utilizar os melhores esforços para informar aos usuários(?). No caso, nenhum.

O Brasil está indo na contramão da liberdade. O Governo utiliza diversas formas de monitorar, registrar e armazenar as informações dos usuários na Internet, pois desta forma podem saber quem está falando, a que hora falou e o que está falando. Assim fica muito mais fácil de calar e combater quem é contrário não é? A cada lei, PL e plataforma os usuários da Internet no Brasil estão perdendo seu direito a privacidade, neutralidade e liberdade.

Marco Civil: pior que tá, fica

O Marco Civil da Internet com uma série de ameaças à privacidade, liberdade de expressão e neutralidade da rede, agora recebe leis que substituem seus artigos ou reforçam seu caráter vigilante.

Por Corvolino e KaNNoN

A PLS 494/2008 tenta transformar provedores de conexão em vigilantes dando autoridade e autonomia para estes, determinando que comuniquem à polícia e ao Ministério Público “em até quarenta e oito horas” a identificação de conteúdo que represente crime. Além disso, a guarda obrigatória de logs e dados de usuários passa de um ano para três anos.

A PL 215/2015 prevê aumento da pena em crimes contra a honra se estes forem cometidos através de redes sociais, blogs e “What’s app”. E reforça a não necessidade de uma mandato judicial para acesso aos dados. Autoridades policiais e Ministério Público podem requerer acesso à informações privadas de qualquer brasileiro tendo prazo de 30 (trinta) dias, se o indicado estiver preso, e de 90 (noventa) dias para conclusão do inquérito.

Outra lei, a PL 1879/2015, quer obrigar que os usuários informem nome completo e documento de identificação oficial para publicação de conteúdo na internet.

Todas estas leis representam uma drástica redução, ou anulação, de privacidade para maior parte da população ao mesmo tempo que em nada servem para combate ao crime, terrorismo ou pedofilia.

Na Alemanha, durante um ano foi implementado sistema similar ao Marco Civil com a guarda obrigatória de logs. O resultado: autoridades confirmaram que tais informações foram úteis na resolução de apenas 0,01% dos crimes cometidos via Internet. Por fim, em 2014, a Corte Europeia por julgou ilegal dispositivos como estes.

O mais emblemático exemplo vem dos EUA com a NSA (Agência Nacional de Segurança) e seu sistema de vigilância global, bisbilhotando um bilhão de pessoas ao redor do mundo. E não só pela Internet: telefones, registros médicos e até fichas de livros pegos em bibliotecas. Entretanto, em mais de 10 anos com esse sistema ativo para caçar “terroristas”, o dispositivo conhecido como “Seção 215” do Ato Patriota com mais de 50 mil pedidos direcionados, nem um único atentado terrorista foi evitado ou crime foi solucionado através de tal mecanismo.

Em um mundo cada vez mais preocupado com a privacidade dos cidadãos como um dos pilares para se garantir a democracia, o Congresso brasileiro caminha na contramão da história, aprovando leis para registrar e monitorar a população.

Projeto de lei quer acabar com o anonimato no Brasil (de novo)

Não bastasse o Marco Civil com seu Artigo 13 e 15 que registra e armazena os usuários na Internet o Deputado Silvio Costa (PSC-PE) apresentou um projeto de lei no qual deseja modificar o Marco Civil para que possua mais uma forma de registro por parte do usuários, sendo esse registro uma obrigatoriedade.

O projeto 1879/2015 quer adicionar no artigo 15 do Marco Civil a obrigatoriedade de guarda de dados adicionais de usuários na provisão de aplicações que permitam a postagem de informações por terceiros na internet.

Isso é apenas mais um tipo de registro que o usuário terá que sofrer pelo simples fato de utilizar a Internet. O deputado alega que com essa medida ficará mais fácil identificar usuários que se aproveitam do anonimato para cometer crimes, pois tendo o seu Nome e CPF como identificador será mais fácil identificar o usuário porque os dados já coletados, graças ao Marco Civil, são insuficientes para identificar os usuários.

No Artigo 15 do Marco Civil o Deputado quer adicionar o § 5º que diz:

O provedor de aplicações de internet previsto no caput, sempre que permitir a postagem de informações públicas por terceiros, na forma de comentários em blogs, postagens em fóruns, atualizações de status em redes sociais ou qualquer outra forma de inserção de informações na internet, deverá manter, adicionalmente, registro de dados desses usuários que contenha, no mínimo, seu nome completo e seu número de Cadastro de
Pessoa Física (CPF).”

Isso significa que caso você queira atualizar seu status no facebook, twitter, snapchat, comentar em um blog, fórum ou até mesmo comentar em um site pornô você é obrigado por lei a informar seu NOME e CPF. Isso tudo para a sua segurança, claro.

A sugestão do Deputado é um atentado ao anonimato do usuário, pois essa identificação da margem a perseguições, acusações indevidas e toda e qualquer criatividade dos juristas brasileiros.

Chamada Planet Arch Linux Brasil

Você escreve notícias, tutorias e coisas relacionadas ao GNU/Linux e/ou Arch Linux? Então essa notícia é para você!

Estamos fazendo uma chamada para blogs que tratem sobre GNU/Linux e principalmente Arch Linux para fazerem parte do nosso Planeta Arch Linux Brasil. Se você gostaria de ter seu blog agregado em nosso planeta entre em contato através do e-mail contato@archlinux-br.org.