dialoga.gov.br deveria se chamar monitora.gov.br

E de repente o Governo resolveu escutar a sociedade e lança (de novo) uma plataforma para saber o que todos estão pensando com a premissa de construir uma sociedade juntos. Calma ai, isso não seria a tal da Democracia?

Você é daquelas pessoas que não lê o Termo de Uso dos serviços que utiliza certo? Eu sugiro fortemente que comece a prestar mais atenção nessas coisas, pois isso é um contrato entre você e a empresa/serviço, no caso em questão o Governo Brasileiro.

A plataforma Dialoga Brasil foi criado com a justificativa da sociedade sugerir proposta de acordo com os temas para o Governo. Genial não é? Você tem uma ideia de melhoria, sugere e as pessoas votam e assim transformamos a sociedade certo? Não, não mesmo. Os Termos de Uso do Dialoga Brasil deixa claro que sua intenção é registrar, monitorar e guardar informações dos usuários que utilizam a plataforma.

O item 2, Cadastro e Segurança, sugere que o usuário utilize seus dados pessoais de forma precisa e insira informações verdadeiras para ter seu cadastro aprovado. Em um Governo que aprova leis como Marco Civil e suas PLs bizarras para monitorar e restringir a liberdade dos usuários na Internet ter um site Governamental onde possua todas suas informações concentradas é um risco a liberdade e integridade dos usuários.

O item 2.3 diz: “Para seu cadastro, o USUÁRIO poderá usar seu nome civil, completo ou abreviado até por suas iniciais, pseudônimo ou qualquer outro sinal convencional, desde que já não tenha sido utilizado por outro USUÁRIO já cadastrado. Não são permitidos conteúdos de autor não identificado. Embora não seja tecnicamente possível garantir que os pseudônimos fornecidos sejam sempre identificáveis, a administração da PLATAFORMA solicita seu correto preenchimento em todas as ocasiões. A plataforma induz ao usuário a utilização do seu nome civil e deixa explicito que não existe a possibilidade de contribuição anónima podendo o usuário sofrer algum tipo de perseguição por conta de suas contribuições.

O item 3 dos Termos de Uso, Conteúdo das Propostas e Política de Moderação, deixa claro que ao utilizar a plataforma não existe presunção de anonimato e toda e qualquer sugestão antes de ser colocada em votação é moderada pela Secretaria-Geral da Presidência da República dando margem a uma filtragem do que deve ser votado pelos usuários ou não.

O item 7, Práticas de Uso e Armazenamento, da total poder a equipe de manutenção de armazenar e modificar o tempo de armazenamento sem a necessidade de notificar o usuário. Os itens 7.1 e 7.2 deixa claro o total poder que a equipe de manutenção(?) tem sobre o armazenamento de dados:

7.1. Cabe à equipe de manutenção da PLATAFORMA estabelecer, a seu exclusivo critério, o período pelo qual as propostas e outros conteúdos disponibilizados por USUÁRIOS ficarão publicados na PLATAFORMA e o período pelo qual serão armazenados.

7.2. O USUÁRIO reconhece, ainda, que a PLATAFORMA poderá modificar estas práticas gerais e limites a qualquer tempo, a seu exclusivo critério, com ou sem notificação prévia.

Quem são a Equipe de Manutenção? Também gostaria de saber.

E por fim o item 12.1 informa que a plataforma pode sofrer alterações em seu Termos de Uso a qualquer momento e irá utilizar os melhores esforços para informar aos usuários(?). No caso, nenhum.

O Brasil está indo na contramão da liberdade. O Governo utiliza diversas formas de monitorar, registrar e armazenar as informações dos usuários na Internet, pois desta forma podem saber quem está falando, a que hora falou e o que está falando. Assim fica muito mais fácil de calar e combater quem é contrário não é? A cada lei, PL e plataforma os usuários da Internet no Brasil estão perdendo seu direito a privacidade, neutralidade e liberdade.

Marco Civil: pior que tá, fica

O Marco Civil da Internet com uma série de ameaças à privacidade, liberdade de expressão e neutralidade da rede, agora recebe leis que substituem seus artigos ou reforçam seu caráter vigilante.

Por Corvolino e KaNNoN

A PLS 494/2008 tenta transformar provedores de conexão em vigilantes dando autoridade e autonomia para estes, determinando que comuniquem à polícia e ao Ministério Público “em até quarenta e oito horas” a identificação de conteúdo que represente crime. Além disso, a guarda obrigatória de logs e dados de usuários passa de um ano para três anos.

A PL 215/2015 prevê aumento da pena em crimes contra a honra se estes forem cometidos através de redes sociais, blogs e “What’s app”. E reforça a não necessidade de uma mandato judicial para acesso aos dados. Autoridades policiais e Ministério Público podem requerer acesso à informações privadas de qualquer brasileiro tendo prazo de 30 (trinta) dias, se o indicado estiver preso, e de 90 (noventa) dias para conclusão do inquérito.

Outra lei, a PL 1879/2015, quer obrigar que os usuários informem nome completo e documento de identificação oficial para publicação de conteúdo na internet.

Todas estas leis representam uma drástica redução, ou anulação, de privacidade para maior parte da população ao mesmo tempo que em nada servem para combate ao crime, terrorismo ou pedofilia.

Na Alemanha, durante um ano foi implementado sistema similar ao Marco Civil com a guarda obrigatória de logs. O resultado: autoridades confirmaram que tais informações foram úteis na resolução de apenas 0,01% dos crimes cometidos via Internet. Por fim, em 2014, a Corte Europeia por julgou ilegal dispositivos como estes.

O mais emblemático exemplo vem dos EUA com a NSA (Agência Nacional de Segurança) e seu sistema de vigilância global, bisbilhotando um bilhão de pessoas ao redor do mundo. E não só pela Internet: telefones, registros médicos e até fichas de livros pegos em bibliotecas. Entretanto, em mais de 10 anos com esse sistema ativo para caçar “terroristas”, o dispositivo conhecido como “Seção 215” do Ato Patriota com mais de 50 mil pedidos direcionados, nem um único atentado terrorista foi evitado ou crime foi solucionado através de tal mecanismo.

Em um mundo cada vez mais preocupado com a privacidade dos cidadãos como um dos pilares para se garantir a democracia, o Congresso brasileiro caminha na contramão da história, aprovando leis para registrar e monitorar a população.

Projeto de lei quer acabar com o anonimato no Brasil (de novo)

Não bastasse o Marco Civil com seu Artigo 13 e 15 que registra e armazena os usuários na Internet o Deputado Silvio Costa (PSC-PE) apresentou um projeto de lei no qual deseja modificar o Marco Civil para que possua mais uma forma de registro por parte do usuários, sendo esse registro uma obrigatoriedade.

O projeto 1879/2015 quer adicionar no artigo 15 do Marco Civil a obrigatoriedade de guarda de dados adicionais de usuários na provisão de aplicações que permitam a postagem de informações por terceiros na internet.

Isso é apenas mais um tipo de registro que o usuário terá que sofrer pelo simples fato de utilizar a Internet. O deputado alega que com essa medida ficará mais fácil identificar usuários que se aproveitam do anonimato para cometer crimes, pois tendo o seu Nome e CPF como identificador será mais fácil identificar o usuário porque os dados já coletados, graças ao Marco Civil, são insuficientes para identificar os usuários.

No Artigo 15 do Marco Civil o Deputado quer adicionar o § 5º que diz:

O provedor de aplicações de internet previsto no caput, sempre que permitir a postagem de informações públicas por terceiros, na forma de comentários em blogs, postagens em fóruns, atualizações de status em redes sociais ou qualquer outra forma de inserção de informações na internet, deverá manter, adicionalmente, registro de dados desses usuários que contenha, no mínimo, seu nome completo e seu número de Cadastro de
Pessoa Física (CPF).”

Isso significa que caso você queira atualizar seu status no facebook, twitter, snapchat, comentar em um blog, fórum ou até mesmo comentar em um site pornô você é obrigado por lei a informar seu NOME e CPF. Isso tudo para a sua segurança, claro.

A sugestão do Deputado é um atentado ao anonimato do usuário, pois essa identificação da margem a perseguições, acusações indevidas e toda e qualquer criatividade dos juristas brasileiros.

Chamada Planet Arch Linux Brasil

Você escreve notícias, tutorias e coisas relacionadas ao GNU/Linux e/ou Arch Linux? Então essa notícia é para você!

Estamos fazendo uma chamada para blogs que tratem sobre GNU/Linux e principalmente Arch Linux para fazerem parte do nosso Planeta Arch Linux Brasil. Se você gostaria de ter seu blog agregado em nosso planeta entre em contato através do e-mail contato@archlinux-br.org.

Obrigado Software Livre

Olá tudo bom?

Engraçado, depois que eu conheci o Software Livre a minha visão de compartilhar e ajudar mudou totalmente. Antes de me apresentarem o Software Livre, sua cultura de compartilhamento de conhecimento e ajuda ao próximo eu já praticava boas ações na finada BRASnet ajudando várias pessoas que não conhecia com comandos IRC. Era bastante divertido, fazia mais pela diversão do que pelo status que aquilo poderia me dar e desde aquela época eu sofri perseguições e ataques DDoS pelo simples fato de está ajudando pessoas sem pedir nada em troca, eu era um trouxa? Não!

Em 2005 o KurtKraut em uma conversa no ICQ me falou de um tal de Ubuntu, que ele estava usando e era algo realmente muito bom. Eu fiquei bastante curioso para saber do que se tratava, pois até aquele momento eu apenas conhecia e só tinha visto máquinas Windows aquela conversa explodiu minha cabeça. Logo após as trocas de informações iniciais fui pesquisar o que era Ubuntu e acabei descobrindo um mundo muito maior, cada coisa que eu lia sobre GNU/Linux me deixava mais fascinado com aquele Sistema Operacional totalmente diferente, novas possibilidades, aprender novas coisas, foi algo realmente extraordinário. Assim que conheci toda a cultura e leis que regiam o Software Livre vi que era aquilo que queria para mim. Trocar conhecimento, poder copiar software de graça, aquilo fazia muito sentido e consegui me encontrar totalmente nesse novo mundo.

Depois de muito ler e até IMPRIMIR a instalação do Ubuntu 5.10, sim eu já cheguei a imprimir as telas ensinando a instalação e não foram poucas, eu finalmente tinha um Sistema Operacional diferente. E agora? Abro o Firefox e faço as mesmas coisas que fazia antes? Isso não funciona, e agora? Como que eu faço isso? Será que da certo aquilo? E foi assim que acabei me viciando em fóruns.

Um parêntese, logo que comecei a usar GNU/Linux os locais que costumava solicitar ajuda era canais de IRC na Freenode e acredite, eram outros tempos. QUALQUER pergunta que eu fizesse, desde a mais idiota ou a mais complexa, quase sempre, alguns vezes sequer me respondiam, era mandando ir para o Google. Sim, respondiam “Procure no google, alguém certamente já teve essa dúvida. Caso não encontre vá no fórum e veja problemas relacionados e ao criar um tópico informe todas as tentativas de busca e formas que tentou para solucionar o problema”. E hoje as pessoas insistem em se fechar em grupos de facebook perguntando sem sequer se da o trabalho de procurar dentro do próprio grupo, e você que fale para pesquisar no google que é tachado de n coisas.

Como eu já tinha o hábito de ajudar as pessoas, comecei a entrar e responder as coisas que aprendia. É até uma dica de você aprimorar o que você já sabe. Ensinar é uma forma de estudar/aprender, pois para fazer isso você precisa saber realmente o que está falando. Obtendo esse novo hábito, para mim qualquer coisa deveria ser compartilhada, pois conhecimento não deve ser fechado, restrito é preciso compartilhar que assim mais pessoas aprendem e podem ajudar mais pessoas e criamos um loop. A cada coisa que aprendia eu ficava mais fascinado, compartilhei com meus amigos online e offline que estava usando GNU/Linux e me oferecia literalmente para elas instalarem em suas máquinas que as ajudaria da forma que fosse.

Com isso acabei criando interesse em ajudar o projeto Ubuntu. Pensei: Se eu responder as pessoas no fórum, estarei fazendo a minha parte e podendo ajudar mais pessoas. E assim foi. Passava várias horas procurando tópicos que podia ajudar as pessoas. Depois comecei a revisar e editar o Wiki, revisar conteúdo e adotar páginas. Nesse meio tempo fui experimentando outras distribuições e fique um bom tempo no Slackware, mas mesmo assim não deixei de lado a comunidade Ubuntu, pois foi minha primeira distribuição de longo tempo. Até hoje tenho um apresso por ela, mesmo tendo dado várias alfinetas durante essa jornada.

Dentro da comunidade do Slackware eu conheci o Arch Linux, distribuição que uso até hoje e não consigo usar outra coisa GNU/Linux. Minha cabeça explodiu novamente ao conhecer o archlinux, um sistema maravilhosamente perfeito para mim e com uma filosofia que já carregava, sim, eu pesquiso e sigo a filosofia do archlinux até hoje e assim será – caso não conheça a filosofia KISS sugiro pesquisar. Na comunidade archlinux fiz de tudo um pouco, cuidando do fórum, empacotamento, wiki, divulgação e suporte ao usuário em vários locais dessa Internet. Até hoje fico feliz em saber que várias pessoas tem vontade de instalar e/ou usar o archlinux, é uma distribuição que as pessoas ao usarem ficam apaixonadas.

Em toda a minha caminhada, quase sempre aparecia alguns que nunca via ou ouvia falar contestando minhas contribuições, falando e apontando do porque que não fazia isso ou aquilo, que não sabia nada. Eu não entendo até hoje como algumas pessoas tendo conhecimento das filosofias das distribuições e do movimento se deixam levar por esses pensamentos. É muito fácil apontar, criticar e reclamar quando algo não funciona, agora melhorar, indicar melhorias, ajudar quase ninguém quer. É realmente algo muito triste que existe dentro do movimento do Software Livre e caso você queria fazer parte de forma mais profunda esteja preparado para ser apontado e questionado.

O que eu quero dizer com essa pequena longa história é que o movimento do Software Livre me fez ainda mais querer ajudar as pessoas, não somente com GNU/Linux, pois eu também ajudo com software proprietário e em áreas não relacionadas a Informática. Quem gosta de ajudar, eu penso assim, você é livre para discordar, ajuda, simplesmente isso. Eu não vou negar uma ajuda pelo simples fato de uma pessoa me perguntar algo de uma plataforma fechada, seja ela em software, em código ou outra coisa.

Eu agradeço que o Software Livre me mostrou que é muito legal ajudar pessoas, mesmo que você não faça ideia de quem ela seja, do local que ela está. Apenas faça a sua parte sem esperar nada em troca, é bastante legal ver/ler uma pessoa contente pelo simples fato de você ter ajudado ela. O bacana de se ter conhecimento é poder passar para frente e não guardar para si.

Porque o meu pai não se importa com a filosofia do software livre

Olá tudo bom?

Calma, não precisa ficar com raiva dele, é apenas um exemplo e eu vou explicar o porque de que existem pessoas e não são poucas que não se importam ou não querem saber dessa luta que é software livre x software proprietário.

Muito se fala das liberdades que o software livre pode trazer ao usuário, tanto em questões técnicas como em questões filosóficas. Toda a pessoa que conheci e possui um entendimento do GNU/Linux deseja que o mesmo seja popular, que todos o utilizem, que quebrem as amarras dos softwares proprietários e as imposições que empresas fazem com seus clientes. Só que existe uma parcela de usuários que não faz ideia e/ou não quer saber deste tipo de coisa e isso irrita os “ativistas” de software livre. Alguns desses “ativistas” querem impor que toda pessoa que utiliza um sistema GNU/Linux tem que retribuir de alguma forma para a comunidade, pois ela é colaborativa e você não deve ser um parasita que apenas pega os benefícios de trabalho voluntario dos desenvolvedores.

E o que meu Pai tem haver com isso? Absolutamente nada! Ele não se importa se o sistema que está utilizando é livre ou não, ele quer apenas usar e fazer as suas coisas sem a preocupação de lentidão ou estresse na sua usabilidade e o GNU/Linux até hoje não está preparado para essas pessoas. Com a popularização do Ubuntu Linux muito se falou dos seus usuários preguiçosos que não procuram as respostas dos problemas e que não fazem nada para melhorar a comunidade. Pense comigo, o Ubuntu é uma distribuição totalmente amigável e voltada para uma primeira experiência com GNU/Linux, logo como ele está sendo adotado em massa é lógico que uma parcela, a maior por sinal, não tenha conhecimento técnico para tal e muito menos entenda a filosofia da distribuição, só está instalando porque ouvi ou leu que é de graça e não pega vírus. O que fazer com essas pessoas? Marginalizar? Ofende-las? Deixar de lado a ideia de GNU/Linux ser popular por conta desses ocorridos? Eu digo que não.

É natural em seu processo de popularização todo tipo de pessoa use uma ferramenta, tenha ela conhecimento para usa-la ou não, logo é natural que muitas não saibam e/ou não querem saber da filosofia, de contribuir e todo aquilo que é falado. Meu pai e mais algumas pessoas só querem usar um computador para escutar música, ler noticias, digitar texto e não se importam com o nome do programa, a marca do computador, o Sistema Operacional e etc. Elas querem usar e pronto e o que irrita muitos “ativistas” é que toda pessoa ou ser vivo que use GNU/Linux tem que contribuir com a comunidade que faz parte e infelizmente não é assim e faz algum tempo que vários projetos tem dificuldades em achar pessoas para contribuir, é totalmente notório. Esse esforço gasto em querer obrigar as pessoas a usarem algo sem saber o porque e o motivo é um esforço que o Software Livre não precisa. A comunidade GNU/Linux perde muito com extremismos desnecessários, tentando convencer pessoas que não se interessam em contribuir ou entender as lutas do movimento para fazerem parte dele e novamente afirmo que o Software Livre não está preparado para isso.

Quanto mais pessoas usarem GNU/Linux, e quando digo pessoas eu me refiro a pessoas que não sejam da área de informática ou que não possuam conhecimento técnico de informática, vão ter mais pessoas que pouco se importam com a luta que é levantada para o Software Livre. O GNU/Linux não está preparado ainda para apenas ser utilizado, ele necessita e precisa de ajuda das pessoas que a utilizam, das que se dispõe a ajudar. Ele não precisa de extremismos, de imposições, de obrigações, de ofensas, o que ele precisa é de pessoas que façam mais do que em um blog, e me coloco nesse grupo, temos que está cientes de que existem pessoas que não querem ajudar, não querem se envolver e está cientes de que elas não fazem mal para a popularização do GNU/Linux.

Meu pai não se importa com a filosofia do GNU/Linux por isso ele precisa ser fuzilado com premissas, filosofias e exigências de ajuda? Para uma pessoa que apenas quer usar seu computador o máximo que vai ocorrer é ela trocar de Sistema Operacional e passar longe de tudo que esteja relacionado a GNU/Linux. Os “ativistas” precisam entender que nem toda pessoa que usa software livre quer se envolver ou contribuir com algo, talvez depois disso podemos aprender novas formas de envolver essas pessoas, claro depois de entender apenas isso.

Está morando no Canadá e faz download? Você deveria ler isto antes

Olá a todos, como vão?

2015 começou um tanto complicado nas terras geladas do Canadá. Existe uma lei aqui no Canadá referente aos direitos autorais, Copyright Act ou BILL C-11 que protege interesses de grandes corporações, governo e indústria de áudio/vídeo, que sofreu uma mudança preocupante. Os ISP agora tem total domínio de notificar pessoas que fazer download ilegal de conteúdo na internet. Ai você se pergunta, como que um provedor de internet sabe o que estou fazendo? Sim, eles sabem e não adianta ver xvideos em aba anônima achando que está escondendo algo porque não está.

Essa medida é muito preocupante, pois além de isentar os ISPs pela denúncia eles tem o DIREITO de armazenar seu nome e endereço por 6 meses para caso a empresa lesada/prejudicada te deseje processar basta entrar em contato com o ISP para obter suas informações. Ao cometer um ato irregular você recebe uma notificação via e-mail do seu provedor informando data, hora, IP, o que baixou e informações sobre o que fez é algo ilegal sujeito a multa e processo. Caso você repita, uma outra notificação é enviada via e-mail e caso ocorra novamente você está sujeito a processo e a bela multa. A notificação antes do processo e multa não é algo garantido e também depende muito do que faça, pois da forma como a indústria de Hollywood trata pessoas que compartilham arquivos a terroristas e piratas é muito provável que seja logo processado e até preso por isso.

A grande questão é que os provedores e governo vão vigiar literalmente os usuários que estão no Canadá. A sua privacidade foi totalmente jogada para o limbo, com a velha desculpa de está verificando se você está fazendo um download ilegal ou não. A maior vigilância será em downloads peer-to-peer (torrent) ou similares, pois até o momento que escrevo o the pirate bay está offline e sendo ele o maior site de compartilhamento de arquivos da Internet muitos acham que as pessoas vão deixar de baixar arquivos da Internet. Se você assiste séries, gosta de baixar programas, jogos e Sistemas Operacionais em DOIS DIAS você pode receber uma notificação por conta de um download ilegal.

Essa medida é puramente visando o lado financeiro dos grandes estúdios e gravadoras, pois são indústrias que pararam no tempo e querem ganhar dinheiro da mesma forma que 50 anos atrás. Não precisa se desesperar, existem métodos de navegação anônima e que você poderá fazer seus downloads sem preocupação, não cabe aqui eu falar, porém pense antes de falar maravilhas do Canadá sem conhecer realmente o que se passa aqui. A violação da privacidade é algo que está ocorrendo de forma bruta em todo mundo e o controle da Internet ainda não ocorreu por conta de poucos que se preocupam com essas questões. Muitos serviços que oferecem serviços de streaming com valores justos estão sofrendo perseguições e fazendo perseguições também, então cabe uma pesquisa antes de sair defendendo ou acusando um ou outro.

A mensagem que quero passar é esta tirada deste site que você pode ter mais detalhes sobre as novas medidas que o governo Canadense tomou para controlar os seus usuários.

..the Copyright Modernization Act is a stark reminder that the government, record labels, and movie studios don’t give a fuck about your privacy.

Você está sendo vigiado, não de forma escondida e sim de forma totalmente explícita. Não reclame, é para seu “bem”.

Porque eu tenho quase certeza que o serviço de internet móvel no Brasil vai piorar

Olá a todos, como vão?

Este assunto é totalmente offtopic do que costumo falar, não se assuste ok? Talvez isso se repita mais vezes, vai depender bastante do meu humor para escrever sobre tal.

O Brasil é uma terra abençoada que Satanás age livremente. Inacreditável que os serviços e produtos aqui tem o costume de serem o(s) pior(es) do mundo em vários aspectos e temos que nos acostumar a viver com isso e aguardar melhorias lentas e não significativas.

Recentemente saiu na mídia que as TELES vão acabar com os planos “ilimitados” que de ilimitados não tem nada. Isso ocorrendo ao invés de sua internet ficar lenta – que redundância – ela será cortada. O Google já permite no EUA e no Canadá fazer ligações de graça para celular e fixo e recentemente saiu a notícia que o Whatsapp vai fazer o mesmo só que em 2015.

O legal é que esses países tem uma boa/ótima infraestrutura de cobertura de celular e nas principais cidades você pode usar internet de graça em vários lugares, em “interior” a cobertura é boa porém não existe tanta opção grátis mas a cobertura é excelente. Sabemos que o Brasil ainda vive uma era 3G mal planejada e distribuída e mesmo assim oferece 4G em apenas alguns lugares de algumas cidades do país sendo que em muitos cantos do país muitas pessoas acessam internet discada e/ou utilizam 2G. E acreditem, existem lugares sem internet no país.

Vale ressaltar que existe um projeto em vigor de Banda Larga Popular no Brasil e que a atual presidente do país prometeu que iria expandir ainda mais. A banda larga de popular não tem nada, o governo tem que aceitar a distribuição de acordo como a Tele deseja sendo o preço o único embate que existe entre a Tele e o governo. Estamos de olho nesta promessa e cobranças e monitoramos serão feitos sobre sua implementação.

Com o aumento da utilização de aplicativos/serviços de troca de mensagem/aúdio e um leve barateamento em smartphones muitas pessoas passaram ter o celular como principal meio de comunicação deixando de lado o antigo costume de terem de usar um computador para se comunicar com as pessoas. Serviços como Skype, Viber, Whatsapp fizeram com que as pessoas utilizassem mais os serviços de internet móvel das operadoras no país mesmo a infraestrutura não sendo boa e as Teles deixando muito a desejar tanto na cobertura como no serviço prestado de internet e sinal.

A Anatel, órgão regulamentador desta bagunça, pouco cobra melhorias e investimentos das Teles deixando para elas decidirem quando e quanto investir para melhorarem o serviço prestado. Muito se acreditava que a coisa iria melhorar por conta da Copa e Olimpíadas, porém vimos que o prometido não foi e muito difícil será entregue pelo simples fato de não ter dado tempo e/ou a estrutura dos estádios não permitiam a implementação das antenas. As aplicações Web que oferecem troca de mensagem e voz estão de graça ou caminhando para isso e o desuso de ligações está cada vez menor implicando cada vez mais um aumento na utilização de internet móvel no país.

Faz quanto tempo que você usou um Orelhão público para fazer uma ligação, isso se você já usou algum dia. Quanto tempo que usa o telefone fixo de sua residência? Quando pensa em falar com uma pessoa você liga ou manda uma mensagem de texto usando sua internet móvel?

Certamente irá aumentar mais ainda os usuários que utilizem internet móvel por conta do preço e da praticidade que o celular disponibiliza e com a atual infraestrutura a rede não irá aguentar e a culpa será da alta demanda. E as melhoras vão vim? Certamente sim, a passos de tartaruga com repasse ao consumidor que sempre tem que bancar os custos de melhoria das Teles.

Vamos aguardar os novos capítulos dessa jornada.

Até a próxima!

Windows 10 de graça? Não, obrigado

Olá a todos, como vão?

Muitos de vocês sabem que a Microsoft divulgou recentemente o Windows 10, sim do 8.1 pulou para o Windows 10, e os usuários da MS ficaram felizes com as “novidades”. O grande destaque da apresentação foi a volta de um recurso que eles removeram e praticamente todos os usuários habituados a um Menu Iniciar reclamaram da remoção e voltaram a ficar felizes porque a Microsoft reconheceu seu erro e escutou a comunidade. Será? Uma outra coisa que foi amplamente divulgado foi a possibilidade de você tem múltiplas áreas de trabalho, algo realmente inovador não é? Não! Esse recurso já existe e é utilizado faz tempo por pessoas que utilizam o GNU/Linux.

Porém o que mais me preocupa nesta versão é a alegria que as pessoas ficaram ao ler/escutar “O Windows 10 será de graça”. Ai você pensa que a Microsoft está pondo fim a pirataria que sofre em seus Sistemas Operacionais e agora não existem mais razão de usar GNU/Linux porque ele também é de graça e ponto final. Irei explicar porque este pensamento é errado abaixo.

Talvez você não sabia, mas uma das coisas que muito se falava para se adotar o GNU/Linux é que ele era de graça e economicamente era muito mais viável que Software Proprietário porque reduziria custos e o dinheiro economizado poderia ser gasto com outras coisas e etc. Porém além de ser gratuito o GNU/Linux respeita e segui premissas que o impedem de te vigiar, coletar, armazenar seus dados, compartilhar seus dados e por ai vai. As Políticas de Privacidade do Windows 10 deixam bem claro o que eles querem do usuário coisas que os mesmo sequer sabem que são coletadas, pois grande maioria utiliza o Sistema Operacional sem ler as condições de uso e acabam sendo vítimas sem saber de espionagem, coleta massiva de informações que o usuário sequer faz ideias que são coletas sem saber como são armazenadas, onde e quem tem acesso a elas e por quanto tempo isso fica armazenado. Isso nunca é divulgado ou esclarecido pela Microsoft, e você já se perguntou o por que?

Nos dados que eles coletam são destacados quatro pontos que são:

1. instala o Programa, podemos coletar informações sobre seu dispositivo e aplicativos e usá-las para fins como determinar ou melhorar a compatibilidade,

2. usa recursos de entrada de voz como de fala para texto, podemos coletar informações de voz e usá-las para propósitos como de melhorar o processamento da fala,

3. abre um arquivo, podemos coletar informações sobre o arquivo, o aplicativo usado para abrir o arquivo e quanto tempo ele é usado para fins de melhorar o desempenho, ou

4. digita texto, podemos coletar os caracteres digitados e usá-los para fins de melhorar os recursos de preenchimento automático e correção ortográfica.

Leia atentamente, eles utilizar a palavra podemos do verbo vou fazer mesmo você querendo ou não e vão capturar absolutamente tudo o que você faz com o computador. Você é obrigado a ceder, não existe a opção de não enviar absolutamente nada ou saber o que está sendo capturado ou não, a Microsoft simplesmente coleta e pronto.

O que você digita, o que você fala, o que você abre, seja ele um programa ou site da internet, é coletado para fins de melhoras que também não são totalmente especificados pela empresa. Ao utilizar o sistema de graça você abre mão completa de sua privacidade e de seus dados sem saber o real motivo dessa coleta. Já foi dito pelo Snowden que a Microsoft é conivente com o Governo dos Estados Unidos e a NSA então certamente a mesma sede a pressões por entregar informações de terceiros para ambos.

Fica um fragmento da parte que trata de Manipulação de Dados que a Microsoft informa ao usuário ao concordar com suas condições.

A Microsoft pode reter algumas informações pessoais por uma variedade de motivos, como para atender às nossas obrigações legais, resolver disputas e reforçar nossos acordos.

Você sabe quais motivos vão levá-la a fazer tal atitude? Saberá quais informações serão retidas? Quais obrigações legais são necessárias para reter informações? Faça apenas essas perguntas e veja se vale a pena usar um Sistema Operacional que é de graça e que você tenha que está de “acordo”com tudo isso.

Se você não quer correr esses riscos escolha uma distribuição GNU/Linux e seja feliz!

Até a próxima!